Diante de um acelerado avanço em tecnologia da informação e do crescente número de pessoas conectadas à Internet, as bibliotecas digitais, assim como diversos outros setores econômicos, tiveram que atender a demanda de clientes e usuários por disponibilizar diversos produtos e serviços na rede. Como conseqüência disso, acervo, produção científica e conhecimentos gerados para um público local, restrito e conhecido, passou a ser acessado por pessoas de diversos lugares, fora do público-alvo. Houve uma visível ampliação do público de uma biblioteca, que embora planejada para uma população local, passou a atender a uma população regional, nacional e até mesmo internacional. As bibliotecas digitais e outros sistemas digitais passaram a enfrentar um novo desafio: como os diferentes grupos de usuários, com diversos papéis sociais, em contextos individuais de busca acessam a informação? Como fazer uma adequação da interface para agregar essas condições atuais? Existem elementos comuns e específicos? Quais são os elementos de uma interface que sofrem influência cultura? Por fim, como considerar as diferenças culturais nacionais e internacionais em interfaces de sistemas digitais? O objetivo desse artigo é apresentar uma discussão científica sobre o tema tratado pela área de Interação Humano-Computador. Apesar de embrionário, as conclusões preliminares acerca da influência da diversidade cultural no design de interfaces podem ser aplicados e discutidos no âmbito da Ciência da Informação, especialmente para o tema das Bibliotecas …







