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	<title>EBAI - Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação &#187; metodologia</title>
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	<description>Arquitetura de Informação, Usabilidade, Design de Interação, User Experience e muito mais</description>
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		<title>Cartões de benefícios Visa Vale – Análise da metodologia e resultados obtidos na construção do novo site</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Oct 2010 01:45:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>EnvioTrabalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[4º EBAI - 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Estudo de Caso]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhos Aprovados]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura de informação]]></category>
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		<description><![CDATA[Em Junho de 2010 foi lançado o novo site da da CBSS, administradora dos cartões Visa Vale. A reformulação deste teve como objetivo aumentar o número de novos contratos pela Internet, modernização da imagem do canal e trazer mais informações e serviços para: empresas, esta-belecimentos e usuários do cartão. O objetivo deste documento é compartilhar a metodologia utili-zada para a obtenção de resultados positivos, dando ênfase ao trabalho de Arquitetura de Informa-ção e Usabilidade. Devido a recente publicação do site, parte das métricas e análises ainda estão sendo levantadas, podendo ser abordadas com mais riqueza durante o  ... <p><small><a href="http://www.congressoebai.org/index.php/2010/cartoes-de-beneficios-visa-vale/10">+ Veja Mais</a></small></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><small><a href="/wp-content/uploads/ebai10/EBAI10_artigo04.pdf" target="_blank">Artigo completo</a> | <a href="/wp-content/uploads/ebai10/EBAI10_apresentacao04.pdf" target="_blank">Apresentação</a></small></p>
<p><strong>Fabiana Curi Yazbek </strong><br /><em>fabiana.yazbek@lumensconsultoria.com.br<br />Lumens</em></p>
<p>Graduada em Administração de Empresas pela FAAP, com especialização em Marketing pela ESPM e UCI (University of Carlifornia Irvine). É sócia fundadora da LUMENS Consultoria. Possui experiência em Usabilidade e Experiência do Usuário em diversos segmentos de mercado e canais de atendimento (internet, mobile, URA e ATM). Participou da Conferência de Usabilidade promovida pela NNGroup em 2002 e 2004 (Jakob Nielsen) e UIE Conference em 2007 (Jared Spool). Aplica treinamentos de Usabilidade para em-presas e para a Jump Education.</p>
<p><strong>Alexandre José de Carvalho Miranda </strong> <br /><em>alexandre.miranda@lumensconsultoria.com.br<br />Lumens</em></p>
<p>MBA em gestão de projetos pela FIAP. Tem 10 anos de experiência em desenvolvimento web e 4  anos como Analista de Usabilidade na Lumens Consultoria, onde já participou de mais de 50 projetos relativos a construção da experiência do usuário em diferentes canais: Web, Mobile, URA, Caixas Eletrônicos. É professor de ecommerce na Ecommerce school em São Paulo. Participou de diversos cursos no Brasil e no exterior relacionados a experiência do usuário entre eles Conferência de Usabilidade promovida pela NNGroup em 2009  (Jakob Nielsen) e and UX In-tensive from Adaptive Path in 2009.</p>
<p><strong>Bruno Gabriel Alves</strong><br /><em>bruno.alves@lumensconsultoria.com.br<br />Lumens</em></p>
<p>Bacharel em Comunicação Social &#8211; Rádio e Televisão na UNESP Bauru. Tem 5 anos de experiência em desenvolvimento web e 2 anos como Analista de Usabilidade na Lumens Consultoria, onde já participou de mais de 25 projetos relativos a construção da experiência do usuário em diferentes canais: Web, Mobile, URA, Caixas Eletrônicos e Televisão.</p>
<h2>Sumário</h2>
<p><em>Em Junho de 2010 foi lançado o novo site da da CBSS, administradora dos cartões Visa Vale. A reformulação deste teve como objetivo aumentar o número de novos contratos pela Internet, modernização da imagem do canal e trazer mais informações e serviços para: empresas, esta-belecimentos e usuários do cartão. O objetivo deste documento é compartilhar a metodologia utili-zada para a obtenção de resultados positivos, dando ênfase ao trabalho de Arquitetura de Informa-ção e Usabilidade. Devido a recente publicação do site, parte das métricas e análises ainda estão sendo levantadas, podendo ser abordadas com mais riqueza durante o evento.</em></p>
<h2>Palavras-chave</h2>
<p><em>Reestruturação de site; Visa Vale; Metodologia; Experiência do Usuário; Arquitetura de Informação; Usabilidade</em></p>
<h2>Arquivos</h2>
<ul>
<li><a href="/wp-content/uploads/ebai10/EBAI10_artigo04.pdf" target="_blank">Artigo completo</a></li>
<li><a href="/wp-content/uploads/ebai10/EBAI10_apresentacao04.pdf" target="_blank">Apresentação</a></li>
</ul>
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		<title>Com quantos chapéus se faz um arquiteto?</title>
		<link>http://www.congressoebai.org/index.php/2009/com-quantos-chapeus-se-faz-um-arquiteto/10</link>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 13:32:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilhermo</dc:creator>
				<category><![CDATA[3º EBAI - 2009]]></category>
		<category><![CDATA[Discussão Conceitual]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhos Aprovados]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura de informação]]></category>
		<category><![CDATA[Cargo]]></category>
		<category><![CDATA[Disciplina]]></category>
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		<category><![CDATA[metodologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Este artigo procura ajudar a organizar a grande área de arquitetura de informação (AI) à partir de duas perguntas fundamentais: o que é AI e o que faz um arquiteto de informação. Esta organização é feita em dois eixos, um que fala da abrangência do termo (AI grande ou pequena) e outros que separa a disciplina de AI do cargo de arquiteto de informação. No primeiro eixo percebemos que o termo pode ser utilizado com um sentido estrito, de organização de informação, quanto em um sentido amplo, onde é sinônimo da grande área de experiência do usuário. Recomenda-se que entre especialistas esta diferença seja explicitada e que de maneira geral, o termo refira-se à grande AI. No segundo eixo é possível ver que não é interessante uma associação direta entre cargo e disciplina e que ambos devem ser dissociados. Também fica claro que a arquitetura em seu sentido amplo é um conjunto de competências, que o um arquiteto deve lidar com todas elas mas que isto não exclui que sejam feitas por outros profissionais. O artigo é com uma questão, que procura levantar quais são as ferramentas e habilidades que ajudariam os diversos tipos de profissionais que lidam com a arquitetura de  ... <p><small><a href="http://www.congressoebai.org/index.php/2009/com-quantos-chapeus-se-faz-um-arquiteto/10">+ Veja Mais</a></small></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><small><a href="/wp-content/uploads/65-177-1-SM-com-nome.pdf" target="_blank">Versão em PDF</a> | <a href="/index.php/2010/com-quantos-chapeus-se-faz-um-arquiteto/04/65-225-1-sp">Apresentação</a></small></p>
<p><strong>Gil Barros</strong><br />
<em>gil.barros@formato.com.br<br />
Doutorando em Design e Arquitetura<br />
FAU-USP</em></p>
<p>Graduado em arquitetura e urbanismo na FAU-USP, trabalha com design e desenvolvimento para Internet desde 1996. Mestre em Engenharia Elétrica pela Poli-USP, desenvolveu seu mestrado na área de Design de Interfaces para TV Interativa e participou das recomendações do Sistema Brasileiro de TV Digital (ISDB-TB).<br />
Atualmente trabalha com consultoria em design de interfaces e desenvolve seu doutorado na FAU-USP.</p>
<h2>Sumário</h2>
<p><em>Este artigo procura ajudar a organizar a grande área de arquitetura de informação (AI) à partir de duas perguntas fundamentais: o que é AI e o que faz um arquiteto de informação. Esta organização é feita em dois eixos, um que fala da abrangência do termo (AI grande ou pequena) e outros que separa a disciplina de AI do cargo de arquiteto de informação. No primeiro eixo percebemos que o termo pode ser utilizado com um sentido estrito, de organização de informação, quanto em um sentido amplo, onde é sinônimo da grande área de experiência do usuário. Recomenda-se que entre especialistas esta diferença seja explicitada e que de maneira geral, o termo refira-se à grande AI. No segundo eixo é possível ver que não é interessante uma associação direta entre cargo e disciplina e que ambos devem ser dissociados. Também fica claro que a arquitetura em seu sentido amplo é um conjunto de competências, que o um arquiteto deve lidar com todas elas mas que isto não exclui que sejam feitas por outros profissionais. O artigo é com uma questão, que procura levantar quais são as ferramentas e habilidades que ajudariam os diversos tipos de profissionais que lidam com a arquitetura de informação.</em></p>
<h2>Palavras-chave</h2>
<p><em>Arquitetura de Informação, Experiência do Usuário, Disciplina, Cargo, Metodologia</em></p>
<p><em> </em></p>
<h2>1.    Perguntas básicas</h2>
<p>Como profissional da área, passo grande parte do tempo pensando e conversando sobre arquitetura de informação e acho curioso como algumas questões nunca &#8220;saem de moda&#8221;. Em especial, duas perguntas que vejo recorrentemente são:</p>
<ul>
<li>O que é arquitetura de informação?</li>
<li>O que faz um arquiteto de informação?</li>
</ul>
<p>À primeira vista parecem ser simples perguntas de iniciantes. Sim, é uma área que tem muita gente entrando o tempo todo, por isto as perguntas precisam ser respondidas repetidas vezes. Uma vez respondidas, aquela &#8220;turma&#8221; sabe a resposta, mas logo surge mais uma leva de iniciantes e a pergunta é feita novamente. Mas uma análise mais detalhada mostra que não são nem simples, nem apenas de iniciantes.</p>
<p>Não é raro ver profissionais que já estão na área faz tempo se deparando com estas questões. São justamente estes profissionais que precisam montar uma equipe, estruturar um projeto complexo, ou justificar um orçamento, e acabam caindo em uma das duas questões.</p>
<p>E se fossem simples, já teriam uma &#8220;resposta padrão&#8221;, bastaria eleger uma das definições que encontramos em referências consolidadas, como o livro do Urso Polar (ROSENFELD; MORVILLE, 2002). Mas analisando estas definições vemos que muitas vezes elas não resolvem o problema.</p>
<p>Ao menos não resolviam para mim.</p>
<p>Escrevo este artigo pois considero estas perguntas importantes e pertinente, e de difícil resposta. Foram perguntas que tive que responder e que não me atormentam mais atualmente. Neste artigo procuro mostrar como as respondi, e as referências que considero importantes. É uma organização de uma trajetória pessoal, espero que seja útil aos outros.</p>
<p>Acredito que a dificuldade em responder estas perguntas ocorre porque os dois termos, arquitetura de informação e arquiteto de informação, são utilizados para coisas muito diferentes, dependendo do contexto do interlocutor. Esta diferença se organiza em dois grandes eixos principais, a de &#8220;Grande e Pequeno&#8221; e a de &#8220;Cargo e Disciplina&#8221;.</p>
<p>Vejamos primeiro a questão entre &#8220;Grande e Pequeno&#8221;, que ajuda principalmente na resposta à primeira pergunta.</p>
<h2>2.    Grande e Pequeno</h2>
<p>Peter Morville, um dos pais da arquitetura de informação moderna, tem um artigo interessante onde faz uma diferença entre um arquiteto &#8220;grade&#8221; e &#8220;pequeno&#8221; (MORVILLE, 2000):</p>
<p>&#8220;Contudo, interpretações de quais seriam as atribuições do arquiteto de informação variam dependendo das organizações, dos projetos e das pessoas envolvidas.</p>
<p>De um lado temos o pequeno arquiteto de informação, que deve se focar unicamente em tarefas centrais como as definições de arquivos e o controle de vocabulário.</p>
<p>De outro lado, temos o grande arquiteto de informação que deve desempenhar o papel do &#8220;maestro de orquestra ou diretor de filme, concebendo o conceito e os movimentos que a equipe deve seguir&#8221;, como descreve Gayle Curtis, Diretor de Criatividade.&#8221;</p>
<p>Acho que é bem claro que neste caso o termo &#8220;arquiteto de informação&#8221; está sendo usado para denominar dois cargos bastante distintos, com responsabilidades e áreas de atuação totalmente diversos. No primeiro caso temos uma visão bem focada em uma tarefa específica, no segundo uma visão muito mais complexa e com uma atuação mais estratégica no processo.</p>
<p>Outro grande nome da área, Jesse James Garrett, também tem um artigo onde faz esta mesma distinção, entre o arquiteto (e também a arquitetura) &#8220;grande&#8221; e &#8220;pequeno&#8221; (GARRETT, 2002a):</p>
<p>&#8220;… Essa formulação leva ao chamado “grande arquiteto” – uma definição que abrange uma ampla faixa de responsabilidades, incluindo estratégia de negócios, design de informação, pesquisa com usuários, design de interação, levantamento de requisitos&#8230; a lista parece não ter fim.</p>
<p>…</p>
<p>O resultado disso é o “pequeno arquiteto”, focado estritamente na organização de conteúdo e na estrutura de espaços de informação. …&#8221;</p>
<p>Aqui está o primeiro problema para se responder as perguntas iniciais. Quando respondemos o que é AI (arquitetura ou arquiteto) estamos nos referindo ao geral (grande) ou ao específico (pequeno)?</p>
<p>Ambos existem e são necessários, e dependendo do caso um é importante e o outro pode ser até irrelevante. E mais difícil, antes ainda de responder se estamos nos referindo à grande ou pequena AI, temos que entender melhor qual é esta diferença.</p>
<p>Recorrendo ao Urso Polar, ele nos diz que AI é (ROSENFELD; MORVILLE, 2002):</p>
<p>&#8220;1. O design estrutural de espaços de informação compartilhados.</p>
<p>2. A combinação dos sistemas de organização, rotulação, busca e navegação em web sites e intranets.</p>
<p>3. A arte e ciência de dar forma a produtos e experiências de informação para melhorar a usabilidade  e &#8220;encontrabilidade&#8221;.</p>
<p>4. Uma disciplina emergente e uma comunidade de prática focadas em trazer princípios de design e arquitetura ao ambiente digital.&#8221;</p>
<p>Qual destas definições se aplica à AI pequena, e quais são a grande AI? Apesar de Morville deixar claro que existe a diferença no seu artigo, no livro (em co-autoria com Rosenfeld) ele não deixa explícito a qual AI está se referindo nestas definições.</p>
<p>No livro como um todo é possível perceber que os autores tendem a utilizar o termo AI no seu sentido mais específico (pequena AI), principalmente quando falam de detalhes de documentação, metodologias e sistemas. Por exemplo, podemos ver o seguinte trecho da explicação das definições (Ibid.):</p>
<p>&#8220;Estruturar, organizar e rotular</p>
<p><strong>É o que os arquitetos de informação melhor fazem</strong> <em>(grifo do autor)</em>. Estruturar envolve determinar o nível de granularidade adequado para os &#8220;átomos&#8221; de informação no seu site, e decidir como eles se relacionam entre si. Organizar envolve agrupar estes componentes em categorias relevantes e peculiares. Rotular significa descobrir como chamar estas categorias e a série de links de navegação que levam até elas.&#8221;</p>
<p>Mas infelizmente o Urso Polar não nos ajuda muito nesta questão. Quem nos ajuda é o livro de Jesse James Garrett (sim o mesmo do artigo já citado): The Elements of User Experience (GARRETT, 2003) (Os Elementos da Experiência do Usuário), que deixa mais clara a diferença, mesmo que de forma implícita.</p>
<p>Neste livro Garrett apresenta o termo &#8220;experiência do usuário&#8221; como sendo: &#8220;como um produto se comporta e como é utilizado no mundo real&#8221;. O termo se refere não o que um produto faz, mas como ele faz estas coisas. O foco não está no seu funcionamento interno, mas na sua apresentação externa para o mundo.</p>
<p>Ele deixa claro que todo produto tem sua &#8220;experiência do usuário&#8221;, seja ele digital ou não. Web sites, quiosques e celulares tem experiência do usuário, assim como &#8220;jornais, garrafas de ketchup, cadeiras reclináveis e um suéteres cardigan&#8221;. No livro ele lida com a experiência do usuário para um tipo específico de produtos: web sites, que podem ser repositórios de conteúdo (um portal de notícias) ou aplicativos (um webmail).</p>
<p>Para estes produtos ele cria uma estrutura de 5 planos para ajudar a compreender a experiência do usuário. Estes planos estão organizados por grau de abstração, desde o plano da estratégia (abstrato) até o plano da superfície (concreto). Apresentamos a seguir a versão traduzida deste diagrama, disponível na internet (GARRETT, 2000).</p>
<div id="attachment_533" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><a href="/index.php/2010/com-quantos-chapeus-se-faz-um-arquiteto/04/diagrama_garrett"><img class="size-medium wp-image-533" title="Diagrama dos elementos da experiência do Usuário" src="http://www.eduardo-reis.com/wp-content/uploads/Diagrama_Garrett-512x395.gif" alt="Diagrama dos elementos da experiência do Usuário" width="512" height="395" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 1 – Diagrama dos elementos da experiência do Usuário (clique na imagem para ampliar)</p></div>
<p>Mas em que este gráfico nos ajuda a responder uma das perguntas iniciais? Garrett coloca a arquitetura de informação como sendo um dos componentes da experiência do usuário no terceiro plano (de estrutura). Lembremos que Garrett também tem um artigo que fala sobre grande e pequena AI e portanto, a qual AI está se referindo no seu livro?</p>
<p>Apesar de não falar isto explicitamente, sempre que menciona AI está se referindo à pequena AI, ou seja à mais específica. Segundo sua definição a AI &#8220;se preocupa com a criação de esquemas de navegação e organização que permitem usuários se moverem pelo conteúdo do site de forma eficiente e efetiva&#8221; (GARRETT, 2003).</p>
<p>No seu livro, para falar sobre a grande AI, que inclui &#8220;estratégia de negócios, design de informação, pesquisa com usuários, design de interação, levantamento de requisitos&#8221; [de novo o artigo], Garrett usa justamente o termo experiência do usuário. Ou seja, para ele a grande AI é praticamente um sinônimo de experiência do usuário, e quando fala arquitetura de informação se refere à pequena AI.</p>
<p>Por outro lado, quando o Urso Polar vai falar sobre tudo aquilo que não é AI, ele menciona o termo &#8220;design de experiência&#8221;, como sendo (ROSENFELD; MORVILLE, 2002):</p>
<p>&#8220;Design de experiência é um termo guarda-chuva que engloba arquitetura de informação, engenharia de usabilidade, design gráfico, e design de interação como componentes de uma visão holística da experiência do usuário. Você encontrará relativamente poucos &#8220;designers de experiência&#8221;, pois não existem muitas pessoas com competência em todas estas áreas. O termo é útil à medida que encoraja colaboração e reconhecimento entre as disciplinas.&#8221;</p>
<p>Vale a nota que, de forma bastante peculiar, acredito que a melhor definição de arquitetura de informação está em um livro com foco na experiência do usuário, e que a melhor definição de experiência do usuário, na bíblia da arquitetura de informação.</p>
<p>Desta forma é razoável afirmar que para ambos os autores a pequena AI significa a atividade mais específica de organização de conteúdo, enquanto que a grande AI é um sinônimo de experiência do usuário. Acho esta distinção bastante útil e sempre que vejo o termo procuro ver se trata-se de um ou de outro, ou de uma mistura de ambos.</p>
<p>Longe de ser consenso, o termo AI é utilizado para descrever tanto um quanto o outro, às vezes ambos, tanto no Brasil quanto no exterior. Particularmente no Brasil o termo arquitetura de informação tem um reconhecimento muito maior, pelo menos na atualidade.</p>
<p>Faço portanto uma sugestão prática. Quando falamos entre profissionais da área, recomendo deixar claro se trata-se da visão geral ou específica de AI, facilita muito a comunicação e evita threads intermináveis em listas de discussão. Já ao falarmos com pessoas de outras áreas, o termo AI deve referir-se genericamente à visão geral, ou seja, um sinônimo de experiência do usuário. Para se falar sobre a AI específica com clientes, é necessário explicitar a diferença entre ambos, ou utilizar outro termo, como foi a opção de Garrett.</p>
<p>Uma vez que deixamos mais claro qual a abrangência do termo que estamos utilizando quando falamos &#8220;arquitetura de informação&#8221;, podemos passar para o outro eixo, de &#8220;Cargo e Disciplina&#8221;, que vai nos ajudar a responder a segunda questão.</p>
<h2>3.    Cargo e Disciplina</h2>
<p>Começo este eixo citando dois textos de um outro autor, Jared Spool. No primeiro texto ele fala sobre especialistas versus generalistas (SPOOL, 2006b) e cita que apenas uma pequena parcela (15%) das empresas que trabalhou teria demanda para um especialista na área de experiência do usuário.</p>
<p>Ou seja, apenas nestas empresas faz sentido ter uma pessoa dedicada exclusivamente à pesquisa com usuários, ou à arquitetura de informação no seu sentido estrito. A grande maioria das empresas (85%) deveria procurar profissionais generalistas, &#8220;que compreendem as diferentes disciplinas e podem se mover entre elas de maneira ágil.&#8221; (SPOOL, 2006b)</p>
<p>Aqui vale uma ressalva. Este texto fala de uma realidade do mercado americano, em tempos de pré-crise (2006) e do ponto de vista de um profissional que lida estritamente com a área de experiência do usuário, o que significa que são apenas empresas que consideram a experiência do usuário como algo importante. Estes números de 15% e 85% seriam muito diferentes se considerássemos empresas como um todo, principalmente no caso do Brasil. Mesmo assim, são um valor de referência interessante.</p>
<p>Ele também toma o cuidado de fazer a distinção entre especialistas e &#8220;compartimentalistas&#8221;. Enquanto os primeiros foca seus conhecimentos em uma área, mas ainda tem conhecimentos nas áreas adjacentes, o segundo tem conhecimentos apenas naquela área e se isola das outras áreas que estão ao seu redor. É uma questão de postura, mas que garante ao especialista uma flexibilidade que pode lhe garantir o emprego, caso seja necessário passar algum tempo fora de sua especialidade.</p>
<p>Em seu segundo artigo (SPOOL, 2006a), Spool fala sobre a diferença entre a disciplina e o profissional e afirma:</p>
<p>&#8220;Um grande resultado da nossa discussão é a conclusão: você deve separar a noção de disciplina a noção de profissional.</p>
<p>…</p>
<p>O que nossa pesquisa mostra é que para criar um produto ou serviço não são necessários arquitetos de informação, profissionais de usabilidade, ou designers de interação. Existem muitos exemplos de produtos e serviços excelentes que nunca tiveram a atenção de nenhum destes profissionais.</p>
<p>No entanto, nossa pesquisa também mostra que criar um produto ou serviço com sucesso parece exigir pessoas que entendam um pouco sobre arquitetura de informação, usabilidade, e design de interação. Ainda estamos por encontrar um único exemplo de um time que tenha criado uma ótima experiência do usuário que não tivesse uma compreensão básica destas áreas.</p>
<p>Você pode criar ótimas experiências do usuário sem os profissionais no time, mas não sem uma compreensão das disciplinas no time. Ter um profissional é uma das formas de se trazer a compreensão da disciplina, mas, o que estamos vendo é, não é a única maneira.&#8221;</p>
<p>Em seu artigo, Garrett (2002a) também defende esta separação e é ainda mais incisivo, dizendo que: &#8220;A única solução é separar por completo a definição da disciplina da definição do cargo.&#8221; Ele defende esta idéia por dois motivos.</p>
<p>Em primeiro lugar sem esta separação fica extremamente difícil dizer o que é a AI específica. Segundo Garrett: &#8220;Qualquer definição abrangente o suficiente para o cargo é abrangente demais para servir de base para uma discussão útil sobre a disciplina; qualquer definição específica o suficiente para a disciplina é específica demais para o cargo. Parece que estamos em um impasse.&#8221;</p>
<p>E esta definição é de suma importância, pois &#8220;Escolhendo uma definição específica para a disciplina nos permite descrever um conjunto particular de problemas com precisão. E esta precisão de comunicação é absolutamente necessária para qualquer disciplina progredir&#8221;.</p>
<p>Em segundo lugar Garrett novamente estende as afirmações de Spool e afirma que além da maioria dos profissionais na área ser composta por generalistas, grande parte da AI feita está nas mãos de pessoas com outros cargos, onde arquitetura de informação é apenas uma de suas habilidades.</p>
<p>&#8220;Algumas organizações tem tanto trabalho que ter arquitetos de informação em seu time é crítico para o seu sucesso. Algumas organizações que não precisam sempre de um arquiteto dedicado eventualmente terão projetos que são grandes ou importantes o suficiente para justificar trazer um especialista para uma consultoria. …</p>
<p>Mas a maioria das pessoas que faz AI nunca será capaz de focar em AI exclusivamente. …</p>
<p>Se tivermos sorte, a responsabilidade pela arquitetura de informação será delegada para alguém em um destes times. Estas pessoas terão títulos como &#8216;Web designer&#8217; ou &#8216;editor de conteúdo&#8217; ou &#8216;gerente de projeto&#8217;. Para todos eles, a experiência do usuário é apenas um de uma série de questões que precisam lidar. E o trabalho que fazem constituirá a grande maioria da AI na Web.&#8221;</p>
<p>E se isto é verdade, é importante considerarmos que estes outros profissionais devem ser incluídos na comunidade. &#8220;Para a disciplina progredir, devemos abrir o diálogo para incluir estes não-especialistas, para permitir que contribuam para o desenvolvimento deste corpo de conhecimento (&#8220;body of knowledge&#8221;). Mas isto, em troca, exige que reconheçamos que a disciplina e o cargo são separados, e que a disciplina pode ser exercida por uma grande variedade de cargos.&#8221;</p>
<p>E por fim, o Urso Polar dá um bom exemplo de como isto provavelmente evoluirá, fazendo uma analogia com um campo já bem estabelecido, como é o caso do direito.</p>
<p>&#8220;… Organizações menores tendem a envolver arquitetos de informação como uma consultoria durante o redesign do site. Isto permite o arquiteto de informação fazer uma grande contribuição sem estourar o orçamento.</p>
<p>O uso seletivo de um <em>expert</em> não é específico da arquitetura de informação; na verdade, é algo bem comum. Vamos considerar, por exemplo, no caso do direito. Uma enorme porcentagem de decisões legais são feitas todos os dias por gerentes ao invés de seus advogados.</p>
<p>…</p>
<p>A maioria das empresas não tem advogados no seu pessoal. Eles envolvem advogados quando a situação é particularmente confusa, complexa, ou importante. O mesmo acontece e continuará a acontecer com arquitetos de informação.&#8221;</p>
<p>Fazendo uma análise destas afirmações, podemos perceber algumas tendências fortes que nos ajudam a responder a segunda pergunta, ou seja, o que faz um arquiteto.</p>
<p>Em primeiro lugar, a maioria de profissionais será composta por generalistas, que lidam com diversos aspectos da experiência do usuário e não principalmente com uma disciplina. Neste sentido, o campo de atuação de um arquiteto é na maior parte das vezes a &#8220;grade&#8221; AI, ou a experiência do usuário, ao invés da AI específica.</p>
<p>Isto pode gerar uma situação aparentemente contraditória, onde o &#8220;arquiteto de informação&#8221; não faz exclusivamente &#8220;arquitetura de informação&#8221; mas lida também com diversas disciplinas correlatas. Aqui podemos fazer outra analogia entre profissões para perceber que esta contradição não é um problema. Tomemos o caso da arquitetura.</p>
<p>A disciplina de arquitetura lida, especificamente, com edificações. No entanto um arquiteto poderá trabalhar (e normalmente trabalha) com o design de mobiliário, com praças e espaços abertos (paisagismo), com o sistema de sinalização de um prédio (comunicação visual) ou com o ambiente urbano, e nem por isto deixará de ser arquiteto e de também trabalhar com edificações, se necessário. (Garrett (2002a) dá um exemplo semelhante em seu artigo, fazendo uma comparação com o regente de uma orquestra.)</p>
<p>E quanto ao nome específico do cargo, aparece outra unanimidade. Pouco importa o nome que está escrito em seu cartão. Entre os mais comuns temos &#8220;Arquiteto de Informação&#8221;, &#8220;Designer de Interação&#8221; e &#8220;Especialista em Usabilidade&#8221;, mas na prática, as atividades provavelmente são as mesmas e são elas que importam.</p>
<p>O que nos leva para o segundo ponto: o que é necessária é a arquitetura, não os arquitetos. E esta arquitetura não é uma disciplina estanque, mas na verdade o &#8220;arquiteto&#8221; não é um cargo, é um conjunto de competências, que podem estar em uma pessoa ou compartilhadas dentro de uma equipe.</p>
<p>Garrett (2003) deixa isto bem claro em seu livro, quando diz: &#8220;Como estas responsabilidades estão distribuídas em sua empresa não é tão importante quanto garantir que todos os elementos (planos) da experiência do usuário sejam levados em consideração&#8221;. Em uma empresa um gerente de projeto pode cuidar dos elementos mais genéricos, enquanto um arquiteto cuida dos planos específicos. Outro arranjo comum é a separação da camada mais concreta (design visual) para um designer.</p>
<p>Até mesmo dentro de uma mesma empresa, diferentes projetos podem compor equipes distintas. Um bom designer é capaz de fazer toda a arquitetura de um hot-site para uma promoção. Da mesma forma, uma intranet complexa provavelmente precisa de um time, e talvez precise de uma pessoa exclusivamente dedicada à sua arquitetura de informação.</p>
<p>Retomando o segundo ponto, a mensagem é simples. A arquitetura de um site é composta por várias especialidades, ou enfoques, e o importante que todos elas sejam tratadas. A cada projeto, em cada empresa, deve-se pensar quem irá cuidar de que parte, e como será a integração entre os profissionais.</p>
<p>O terceiro ponto fica implícito no segundo, mas acho importante deixá-lo claro. A arquitetura, em seu sentido mais amplo, é feita por outros profissionais além de arquitetos (ou designers de interação, ou especialistas em usabilidade, etc.), e isto é tanto legítimo quanto esperado.</p>
<p>Uma vez que a arquitetura não é um cargo, mas um conjunto de competências, é natural, e até desejável, que outras áreas passem a ter estas competências.</p>
<p>Natural pois os problemas que são tratados aparecem não apenas em web sites, mas no cotidiano das pessoas. Um e-mail bem escrito é um bom trabalho de arquitetura. Qual o meu &#8220;público&#8221; (destinatários)? Quais os objetivos (o que quero comunicar)? Como ordeno os assuntos no e-mail? Tenho que ser sucinto ou devo explicar em detalhes? Quais os metadados que vou utilizar para indexar o e-mail (título)? Qual o e-mail que utilizo (pessoal, do trabalho, da faculdade)? Se faço referência a outro e-mail, ou à um documento online, como facilito a &#8220;navegação&#8221; até este conteúdo? Devo melhorar a formatação do texto, utilizar cores e imagens?</p>
<p>Perceber que os planos colocados por Garrett estão em toda parte e fazem parte do nosso dia-a-dia é algo que valoriza a disciplina e a coloca no mesmo patamar que outras áreas consideradas importantes e relevantes, como o caso da arquitetura (de edifícios).</p>
<p>De um ponto de vista teórico, toda construção é beneficiada com a presença de um arquiteto. Sendo pragmático, no entanto, ele não é tão importante se vou construir um grande galpão para armazenar suprimentos. Também não preciso de um arquiteto mudar a cama de um quarto de um lado para o outro. Mas para reordenar pessoas em um escritório, ou qualquer atividade mais complexa que isto, sua presença começa a valer o custo-benefício, tanto pelo bem-estar quanto pelo aproveitamento de espaço.</p>
<p>Mas além de natural, esta compreensão é desejável pois apenas com algum entendimento do assunto que outros profissionais poderão perceber o valor em uma proposta apresentada, sejam eles da área gerencial ou de tecnologia, colegas ou clientes. Também é desejável que compreendam que para substituir o PDF que contém o balanço anual da empresa, não precisam falar com um arquiteto de informação, mas que para discutir onde vão arquivar os balanços dos anos anteriores é interessante uma consulta, e que trocar o rótulo de um dos itens do menu principal não é algo trivial.</p>
<p>Consolidando estes três pontos, podemos concluir:</p>
<ul>
<li>que é normal um arquiteto de informação trabalhar com toda a grande área da experiência do usuário;</li>
<li>que na verdade o &#8220;nome&#8221; do seu cargo não é algo muito importante, mas de forma genérica podemos nos referir aos diversos profissionais da área como &#8220;arquiteto de informação&#8221;;</li>
<li>que a arquitetura de um site não é produto de um profissional, mas de uma série de competências;</li>
<li>que estas competências podem tanto ser responsabilidade de um profissional, quanto compartilhadas dentro de um time e por fim,</li>
<li>que outros profissionais podem e devem ter competências na área de AI.</li>
</ul>
<h2>4.    Próximos passos</h2>
<p>Resumindo os dois eixos apresentados, é possível colocar as questões da seguinte forma. O termo AI pode se referir tanto à grande área de experiência do usuário quanto à atividade específica de organização e rotulação de conteúdo.</p>
<p>O cargo AI faz sentido em algumas empresas, e é a pessoa responsável pela grande AI. No entanto o &#8220;nome&#8221; do cargo não é necessariamente este, nem é esta pessoa que vai obrigatoriamente lidar com todas as competências da área.</p>
<p>Para lidar com o a grande AI são necessárias diversas competências, que podem estar espalhadas por um time ou centradas em uma pessoa. Mais do que isto, na maioria dos casos nenhuma das pessoas envolvidas trabalha exclusivamente com AI, mas o fazem apenas como mais uma de suas atividades cotidianas.</p>
<p>Tendo estas questões básicas mais claras, acho que enfim podemos passar para outros pontos mais importantes e também mais interessantes. Retomando o artigo de Garrett ele faz uma provocação:</p>
<p>&#8220;Já me perguntaram muitas vezes o segredo do meu sucesso como arquiteto de informação. Aqui, revelarei pela primeira vez esse segredo.</p>
<p>Eu tenho intuições.</p>
<p>…</p>
<p>Todos estão procurando a fórmula secreta que irá eliminar as intuições da arquitetura de informação. Mas as intuições são uma parte inescapável de nosso trabalho. Mais importante ainda: a qualidade das intuições é o que distingue o bom arquiteto do mau arquiteto.</p>
<p>Não quero dizer que não haja lugar para a pesquisa no processo de arquitetura de informação. Mas a pesquisa deveria inspirar o nosso julgamento profissional, não substituí-lo.</p>
<p>…</p>
<p>Se continuarmos a trabalhar com uma definição de arquitetura de informação que exige a execução por um especialista, a disciplina irá estagnar e afundar. Atualmente, estamos construindo um corpo de conhecimentos cujos requisitos básicos (um especialista dedicado, muito tempo e dinheiro investidos em pesquisa) excluem logo de cara a grande maioria dos casos do mundo real.&#8221;</p>
<p>Mas logo a seguir passa para uma atitude mais propositiva, colocando um grande desafio para os profissionais:</p>
<p>&#8220;Assim como o editor de revistas, o arquiteto de amanhã não terá o luxo de meses e meses para projetar e testar uma solução repetidamente. Ele precisa de resultados imediatos. Ele precisa de intuições melhores. Nós, em nosso papel de comunidade interessada em preservar a disciplina, deveríamos ajudá-los a desenvolver as habilidades que lhes darão essas intuições melhores. Ferramentas para pensar, e não fórmulas secretas. Habilidades, e não regras.&#8221;</p>
<p>Mas Garrett não desenvolve quais seriam estas ferramentas, ou estas habilidades. Certamente seu vocabulário visual (GARRETT, 2002b) é uma destas ferramentas, mas quais outras poderiam ser definidas? E quais as habilidades que realmente são essenciais?</p>
<p>Ter uma resposta bastante completa para estas questões não é uma tarefa fácil. Mas respostas parciais todos nós somos obrigados a dar, como parte de nosso trabalho.</p>
<p>Para este projeto faremos um <em>card-sort</em>, para aquele um <em>brainstorm</em>. Com estes resultados do teste de usabilidade, quais as ações que devo tomar? Se preciso conciliar facilidade de uso com eficiência, qual combinação de <em>widget</em>s devo utilizar? Para separar os conteúdos Fulano é eficiente, mas para arranjá-los em uma página Sicrano traz propostas melhores.</p>
<p>São respostas que estão sempre sendo respondidas, pois bem ou mal temos que fazê-lo, mas acredito que falta a ciência que juntas compõem um corpo de conhecimento, e que a estruturação deste corpo é essencial para a consolidação da disciplina, seja como profissão ou como área de conhecimento.</p>
<h2>5.    Referências</h2>
<p>GARRETT, Jesse J. The Elements of User Experience, 2000. Disponível em: &lt;http://www.jjg.net/elements/pdf/elements.pdf&gt; com versão em português em &lt;http://www.jjg.net/elements/translations/elements_pt.pdf&gt;. Acesso em 18/07/2009.</p>
<p>GARRETT, Jesse J. ia/recon, 2002. Disponível em: &lt;http://jjg.net/ia/recon/&gt; com versão em português em &lt;http://jjg.net/ia/recon/pt-br.html&gt;. Acesso em 18/07/2009.</p>
<p>GARRETT, Jesse J. A visual vocabulary for describing information architecture and interaction design, 2002. Disponível em: &lt;http://jjg.net/ia/visvocab/&gt; com versão em português em &lt;http://iainstitute.org/pt/translations/000332.html&gt;. Acesso em 18/07/2009.</p>
<p>GARRETT, Jesse J. The Elements of User Experience. Berkeley: New Riders, 2003.</p>
<p>MORVILLE, Peter. Big Architect, Little Architect, 2000. Disponível em: &lt;http://argus-acia.com/strange_connections/strange004.html&gt; com versão em português em &lt;http://iainstitute.org/pt/translations/000265.html&gt;. Acesso em 18/07/2009.</p>
<p>ROSENFELD, Louis; MORVILLE, Peter. Information Architecture for the World Wide Web. O&#8217;Reilly, Sebastopol, CA, 2002. 461 p.</p>
<p>SPOOL, Jared. Disciplines and Professionals, 2006. Disponível em: &lt;http://www.uie.com/brainsparks/2006/09/07/disciplines-and-professionals/&gt;. Acesso em 18/07/2009.</p>
<p>SPOOL, Jared. Specialists vs. Generalists, 2006. Disponível em: &lt;http://www.uie.com/brainsparks/2006/09/08/specialists-vs-generalists/&gt;. Acesso em 18/07/2009.</p>
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		<title>Infografia multimídia para apresentação de resultados de testes de usabilidade</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 12:45:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilhermo</dc:creator>
				<category><![CDATA[3º EBAI - 2009]]></category>
		<category><![CDATA[Estudo de Caso]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhos Aprovados]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura de informação]]></category>
		<category><![CDATA[Documentação]]></category>
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		<description><![CDATA[Este artigo aborda o uso de infografia multimídia na apresentação de resultados de testes de usabilidade levando em consideração os conceitos de Arquitetura de Informação e Usabilidade e descreve a metodologia utilizada para a realização do estudo de caso apresentado, cujo objetivo é apresentar as informações de forma clara e simplificada, facilitando o entendimento do  ... <p><small><a href="http://www.congressoebai.org/index.php/2009/infografia-multimidia-para-apresentacao-de-resultados-de-testes-de-usabilidade/10">+ Veja Mais</a></small></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><small><a href="/wp-content/uploads/61-156-2-SM-com-nome.pdf" target="_blank">Versão em PDF</a> | <a href="/index.php/2010/infografia-multimidia-para-apresentacao-de-resultados-de-testes-de-usabilidade/04/61-222-1-sp">Apresentação</a></small></p>
<p><strong>Alessandro Dias<br />
</strong><em>Instituto Nokia de Tecnologia – IndT &#8211; Brasil (<a href="http://www.indt.org.br">www.indt.org.br</a>)</em></p>
<p>Designer Gráfico e Especialista em Arte-Multimídia formado pela Universidade Federal do Amazonas &#8211; UFAM com atuação em Experiência do Usuário e Design de Informação no Laboratório de Usabilidade Rosaurea Magalhães do Instituto Nokia de Tecnologia &#8211; INdT.</p>
<p><strong>Francimar Maciel<br />
</strong><em>Instituto Nokia de Tecnologia – IndT &#8211; Brasil (<a href="http://www.indt.org.br">www.indt.org.br</a>)</em></p>
<p>Designer e Especialista em Ergodesign formada pela Universidade Federal do Amazonas &#8211; UFAM com atuação em Pesquisas de Experiência do Usuário e Usabilidade no Laboratório de Usabilidade Rosaurea Magalhães do Instituto Nokia de Tecnologia &#8211; INdT.</p>
<h2>Sumário</h2>
<p><em>Este artigo aborda o uso de infografia multimídia na apresentação de resultados de testes de usabilidade levando em consideração os conceitos de Arquitetura de Informação e Usabilidade e descreve a metodologia utilizada para a realização do estudo de caso apresentado, cujo objetivo é apresentar as informações de forma clara e simplificada, facilitando o entendimento do usuário.<br />
</em></p>
<h2>Palavras-chave</h2>
<p><em>Arquitetura de Informação, Usabilidade, Metodologia, Documentação, Infografia Multimídia<br />
</em></p>
<h2>1. Apresentação</h2>
<p>Definitivamente o mundo está vivendo a era da revolução da informação. A <em>Web</em> 2.0 e suas Redes Sociais como <em>Blogs</em>, <em>Orkut</em>, <em>Facebook</em> e <em>Twitter</em> tem mudado a forma de gerar e compartilhar informações. Canais regulares como jornais e revistas não são mais os únicos a fornecerem informações confiáveis e relevantes. Neste processo, onde a informação é colaborativa, redatores e leitores compartilham conhecimentos. Atentos às preferências e necessidades de seus usuários grandes corporações estão extendendo seus canais de relacionamento para o mundo digital através de tais ferramentas.</p>
<p>Este cenário apresenta a preocupação das empresas sobre fatores múltiplos e diversificados de apresentar a informação, diante de um grande volume de dados.</p>
<p>Diante deste contexto verifica-se o crescente investimento de empresas no desenvolvimento de sistemas capazes de proporcionar para diferentes níveis de usuários informações com qualidade e relevância, utilizando como ferramenta para avaliar a qualidade de suas interfaces e artefatos testes de usabilidade.</p>
<p>Segundo FERREIRA &amp; NUNES (2008), a usabilidade deve ser considerada em todas as interações de sistemas que lidam com informações, tornando transparente a interação humano-máquina e permitindo ao usuário focar nas atividades que ele pretende realizar por meio da interface.</p>
<p>Tais testes apresentam-se sob forma de relatório e reunem dados qualitativos e quantitativos demonstrando falhas no modelo de informação projetada e tornam possível melhorias no interface, o que demonstra a importância de apresentar de forma coerente, clara e hierárquica as informações coletadas na avaliação.</p>
<p>Para PRESSMAN, <em>apud</em> FERREIRA &amp; NUNES (2008), &#8220;o diálogo entre usuário e o programa se estabelece por meio da interface. Um dos principais objetivos no desenho de interfaces é faze-las amigáveis, ou seja, que não apresentem dificuldades ao usuário e, assim, o estimulem a utiliza-las. Só se considera amigável o sistema que leva em conta tanto os fatores humanos como os fatores do domínio (compreensão do problema) – em outras palavras, em que se obtém um diálogo natural&#8221;.</p>
<p>A partir deste panorama o presente artigo apresenta um estudo sobre a integração de informações de dados qualitativos e quantitativos em testes de usabilidade utilizando recursos infográficos interativos visando contribuir para o estabelecimento de um mecanismo com foco na transmissão de informação.</p>
<h2>2. Arquitetura da Informação e Usabilidade</h2>
<p>Atualmente é comum associarmos rapidamente o termo usabilidade com a simplicidade e facilidade de uso de interfaces gráficas digitais, toma-se como exemplo as usadas em celulares, softwares ou websites, contudo deve-se lembrar que originalmente este termo foi usado para definir a facilidade com que as pessoas usavam uma ferramenta ou objeto a fim de realizar uma tarefa específica.</p>
<p>Qualquer projeto de design deve ser concebido tendo-se em vista a facilidade de uso pelo usuário final, respeitando evidentemente a definição de requisitos, quer sejam funcionais (necessárias para cumprir os objetivos do sistema) ou não funcionais (qualidade e facilidade do sistema).</p>
<p>Segundo NIELSEN, <em>apud</em> FERREIRA &amp; NUNES (2008), &#8220;a usabilidade se determina pelas seguintes características: facilidade de manuseio, capacidade de aprendizado rápido, dificuldade de esquecimento, ausência de erros operacionais, satisfação do usuário e eficiência na execução das tarefas a que se propõe&#8221;.</p>
<p>NORMAN, <em>apud</em> FERREIRA &amp; NUNES (2008) comenta que nos sistemas orientados<em><br />
</em>para a usabilidade, a informação deve fluir naturalmente, sem deter a atenção do usuário, permitindo-lhe, desse modo, dedicar-se exclusivamente àquilo que ele pretende realizar. Tais sistemas aumentam o rendimento do trabalho, pois poupam ao usuário a leitura de manuais ou a consulta ao suporte técnico. Desta maneira, ao projetar um software, o profissional deve concentrar a atenção em atender às necessidades e expectativas do usuário – ou seja, em fazer do usuário o foco do seu interesse.</p>
<p>Conforme a norma ISO 9241 a usabilidade pode ser especificada ou medida segundo a facilidade de aprendizado e de memorização, que são aspectos importantes para quem apresenta uma grande quantidade de informação em curto tempo e de forma sequenciada.</p>
<p>Para FERREIRA &amp; NUNES (2008), sistemas de informação constituem veículos de comunicação importantes pelos quais são publicados diariamente textos, artigos e idéias a milhares de usuários por todo mundo. Independentemente da forma, essa comunicação é feita através de textos, imagens, sons, vídeos, animações, combinações de cores, objetivando fornecer informações completas, inequívocas e inteligíveis.</p>
<p>Contudo o excesso de informação pode gerar o que Davis Lewis batizou de Síndrome da Fadiga de Informação, que é caracterizada por tensão, irritabilidade e sentimento de abandono causado pela sobrecarga de informação a que o ser humano está exposto.</p>
<p>Com o propósito de combater estes sentimentos negativos causados pelo excesso de informação, em 1976 Richard Wurman criou um novo objeto de estudo chamado Arquitetura de Informação, cujo objetivo é organizar a informação de forma que seus usuários assimilem com facilidade, tornando um sistema complexo em claro, conforme abordado por REIS (2006).</p>
<p>TOUB, <em>apud</em> REIS (2006) reforça isto citando que: Arquitetura de Informação é a arte e a ciência de estruturar e organizar ambientes de informação para ajudar as pessoas a satisfazerem suas necessidades de informação de forma efetiva&#8221;.</p>
<p>ROSENFELD &amp; MORVILLE, <em>apud</em> REIS (2006) expõem que para elaborar a arquitetura de qualquer sistema de informação é fundamental conhecer os usuários, suas necessidades, hábitos, comportamentos e experiências, porém estas informações não são suficientes, é necessário também entender características do conteúdo que será apresentado e as especificidades do contexto de uso. Esta tríade, usuário-conteúdo-contexto e suas interdependências são únicas para cada projeto e o papel do arquiteto é justamente conseguir balanceá-las, para que a informação certa seja acessada pela pessoa certa no momento certo.</p>
<p>De acordo com BALLE, <em>apud</em> MORAES (2002) o que importa não é o conteúdo da mensagem, mas o modo como está é transmitida e, mais ainda, o meio através do qual é transmitida. No meio digital diversificados <em>sites</em> e <em>blogs</em> orientam para esta investigação, toma-se como exemplo o <em>blog</em> &#8220;Tá dificil (fig. 1) que apresenta de forma descritiva relatos e problematizações em diversificados meios de comunicação, sejam materiais ou digitais.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="/wp-content/uploads/042410_1244_Infografiam1.png" alt="" /><span style="color: black; font-family: Times;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 1 &#8211; <em>Blog</em> que registra problemas de usabilidade.<br />
Fonte: http://tadificil.wordpress.com<br />
</strong></p>
<p>Esta realidade aponta para o paradigma de pensar na comunicação em conjuntos, convidando a estruturar de forma hierárquica as atividades e dados apresentados em testes de usabilidade, levando em consideração não somente os objetivos, mas também quais mecanismos e tecnologias serão utilizados como meios e canais de transmissão da informação.</p>
<h2>3. Infografia e Interatividade</h2>
<p>O termo infográfico vem do inglês <em>informational graphics</em> e contempla texto e imagem a fim de transmitir uma mensagem visualmente atraente para o leitor, mas com contundência de informação.</p>
<p>Para COLLE, <em>apud</em> RIBAS (2004), &#8220;um infográfico é uma unidade especial que se utiliza de uma combinação de códigos icônicos e verbais para dar uma informação ampla e precisa, para a qual um discurso verbal resultaria mais complexo e requereria mais espaço. Se diferencia essencialmente dos códigos verbo-icônicos tradicionais (como a cartografia) pela combinação de códigos icônicos (pictogramas, sinais, etc) e pela inclusão e tratamento de textos como nas histórias em quadrinhos. Produz de certo modo uma fusão dos tipos verbais e icônicos de discursos e não somente justaposição de elementos&#8221;.</p>
<p>No contemporâneo em função do intenso uso da Internet pode-se afirmar que a comunicação tornou-se multimídia. Chega-se a facilmente a esta conclusão quando percebe-se que um simples sistema de <em>microblogging</em> como o <em>Twitter</em> que só permite &#8220;<em>posts</em>&#8221; com no máximo 140 caracteres faz constantemente referências a outros canais de compartilhamento de mídias como <em>Youtube, SlideShare </em>e <em>Flickr.<br />
</em></p>
<p>Nesta mesma velocidade noticias online tem utilizado aliados na tarefa de tornar a informação mais rápida, simples e atrativa de leitura e visualização, são exemplos da utilização de infográficos interativos como forma de atribuir elementos multimídia para enriquecimento da forma de explorar e apresentar uma notícia.</p>
<p>MÓDOLO &amp; JUNIOR (2007), defendem que um infográfico não deve ser considerado apenas um conjunto de tabelas, cores, desenhos, fotos com o intuito de deixar a informação mais bonita, mas sim facilitar a compreensão da informação e oferecer uma noção mais rápida e clara dos sujeitos, do tempo e do espaço da informação.</p>
<p>Nos meios impressos, como jornais e revistas, os infográficos são largamente utilizados para explicar com maior clareza algum aspecto informativo tratado nos texto. Atualmente na Web aparece de duas formas: como informação complementar de uma noticia, geralmente servindo de ilustração para o texto, ou como a própria notícia, a informação principal, o que ainda ocorre em poucos casos, (fig. 2).</p>
<p style="text-align: center;"><img src="/wp-content/uploads/042410_1244_Infografiam2.png" alt="" /><span style="font-family: Times;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 2 &#8211; Exemplo de Infográfico: Revista PCWorld – Matéria Economize com o VoIP<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fonte: http://pcworld.uol.com.br/reportagens/2007/03/01/idgnoticia.2007-03-01.4648507113<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p>A infografia multimídia mantém as características essenciais da infografia impressa, mas ao ser realizada através de outros processos tecnológicos, agrega as potencialidades do meio e ser apresentada em outro suporte, estende sua função, altera sua lógica, incorpora novas formas condizentes com a relevância da informação apresentada. A seguir o exemplo da tela de apresentação da reportagem surdos digitais (ÉPOCA, 2009) onde apresenta-se dados que informam como <em>iPods </em>atingem o limite do permitido antes da metade do volume, utilizando texto, ícones, cores e gráficos (fig.3). Neste informações referentes a ações para utilizar o aparelho de modo seguro são destacadas com sobreposição na cor laranja sobre o texto na cor preto. Para apresentar a relação entre nível de ruído mínimo e máximo utilizou-se o recurso visual de ícones e linhas fazendo associação com gráficos, com valores de mínimo e máximo organizados da esquerda para direita, tornando fácil a compreensão do usuário, reduzindo o uso de textos ou outros elementos que aumentariam estímulos durante o processamento da informação.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="/wp-content/uploads/042410_1244_Infografiam3.png" alt="" /><span style="font-family: Times;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 3 &#8211; Infografia. Multimídia da Matéria Surdos Digitais da Revista Online Época<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI67215-15201,00.html<br />
</strong></p>
<p>RIBAS (2004) opta pela denominação &#8220;infografia multimídia considerando a potencialidade dessa unidade informativa enquanto modelo composto de formatação do discurso na Web. A infografia multimídia pode aproveitar-se das seis características do meio: multimidialidade / convergencia, interatividade, hipertextualidade, customização do conteúdo / personalização, memória e instantaneidade / atualização continua&#8221;.</p>
<p>NICHANI &amp; RAJAMANICKAM, <em>apud</em> RIBAS (2004) apresentam um sistema de classificação de infográficos interativos, contribuindo para a composição de narrativas diferenciadas, tendo em mente o público para o qual são estruturadas. A classificação baseia-se na intenção comunicativa do produto e tem como objetivo garantir a eficiência do infográfico na apresentação de diferentes tipos de conteúdo.</p>
<div style="margin-left: 5pt;">
<table style="border-collapse: collapse;" border="0">
<colgroup span="1">
<col style="width: 163px;" span="1"></col>
<col style="width: 212px;" span="1"></col>
<col style="width: 221px;" span="1"></col>
</colgroup>
<tbody>
<tr>
<td style="padding-left: 7px; padding-right: 7px; border: solid black 0.5pt;">
<p style="text-align: center;"><strong>Categoria</strong></p>
</td>
<td style="padding-left: 7px; padding-right: 7px; border-top: solid black 0.5pt; border-left: none; border-bottom: solid black 0.5pt; border-right: solid black 0.5pt;">
<p style="text-align: center;"><strong>Objetivo</strong> </p>
</td>
<td style="padding-left: 7px; padding-right: 7px; border-top: solid black 0.5pt; border-left: none; border-bottom: solid black 0.5pt; border-right: solid black 0.5pt;">
<p style="text-align: center;"><strong>Característica</strong> </p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding-left: 7px; padding-right: 7px; border-top: none; border-left: solid black 0.5pt; border-bottom: solid black 0.5pt; border-right: solid black 0.5pt;">Narrativos </td>
<td style="padding-left: 7px; padding-right: 7px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 0.5pt; border-right: solid black 0.5pt;"><em>Explicam algo possibilitando ao usuário envolver-se com o propósito apresentado pela história.</em> </td>
<td style="padding-left: 7px; padding-right: 7px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 0.5pt; border-right: solid black 0.5pt;"><em>Histórias (factuais, ficcionais, partidárias) contadas a partir de um ponto de vista. Incluem anedotas, histórias pessoais, de negócios, estudos de casos, etc.<br />
</em></td>
</tr>
<tr>
<td style="padding-left: 7px; padding-right: 7px; border-top: none; border-left: solid black 0.5pt; border-bottom: solid black 0.5pt; border-right: solid black 0.5pt;">Instrutivos </td>
<td style="padding-left: 7px; padding-right: 7px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 0.5pt; border-right: solid black 0.5pt;"><em>Explicam algo habilitando o usuário a seguir sequencialmente o conteúdo.</em> </td>
<td style="padding-left: 7px; padding-right: 7px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 0.5pt; border-right: solid black 0.5pt;"><em>Instruções passo a passo que expliquem como as coisas funcionam ou como os eventos acontecem.<br />
</em></td>
</tr>
<tr>
<td style="padding-left: 7px; padding-right: 7px; border-top: none; border-left: solid black 0.5pt; border-bottom: solid black 0.5pt; border-right: solid black 0.5pt;">Exploratórios </td>
<td style="padding-left: 7px; padding-right: 7px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 0.5pt; border-right: solid black 0.5pt;"><em>Dão ao usuário a oportunidade de explorar e descobrir o conteúdo e suas invenções.</em> </td>
<td style="padding-left: 7px; padding-right: 7px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 0.5pt; border-right: solid black 0.5pt;"><em>Qualquer narrativa que permita ao usuário explorar ativamente o conteúdo para compreender o seu sentido.<br />
</em></td>
</tr>
<tr>
<td style="padding-left: 7px; padding-right: 7px; border-top: none; border-left: solid black 0.5pt; border-bottom: solid black 0.5pt; border-right: solid black 0.5pt;">Simulatórios </td>
<td style="padding-left: 7px; padding-right: 7px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 0.5pt; border-right: solid black 0.5pt;"><em>Permitem ao usuário a experiência de um fenômeno do mundo real.<br />
</em></td>
<td style="padding-left: 7px; padding-right: 7px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 0.5pt; border-right: solid black 0.5pt;"><em>Qualquer narrativa que permita ao usuário experimentar um acontecimento como se estivesse nele.</em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 4 &#8211; Tabela de classificação para infográficos interativos.<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fonte: RIBAS (2004)<br />
</strong></p>
<h2>4. Infografia Interatividade em testes de usabilidade</h2>
<p>A partir da coleta de informações de forma comparativa sobre o comportamento de diferentes usuários utilizando o processo <em>&#8220;unboxing</em>&#8220;, um processo onde o usuário analisa um produto desde a abertura da caixa (fig. 5), comentando suas impressões e avaliando suas funcionalidades, tornou-se necessário desenvolver um modelo de apresentação das informações coletadas nos testes, pois verificou-se que diferentes variáveis necessitariam ser apresentadas com significado claro em uma mesma tela e sequência.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="/wp-content/uploads/042410_1244_Infografiam4.png" alt="" /><span style="color: black; font-family: Times;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 5 &#8211; Exemplo de Unboxing<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fonte:http://www.flickr.com/photos/mbiddulph/2179834775/sizes/l/in/set-72157603676198183<br />
</strong></p>
<p>Para este foram utilizados diferentes modelos de aparelhos celular de um mesmo fabricante levando em consideração suas funcionalidades principais como: música, internet, envio de mensagens, mapas e compartilhamento de conteúdo, onde para cada aparelho foi realizado 5 avaliações de usabilidade por usuários finais. As tarefas propostas para a avaliação foram separadas nas fases: abrindo a caixa, verificação da parte do hardware, ligando o telefone, introduzindo ao uso e utilizando o telefone.</p>
<p>Os dados foram coletados através de registros em vídeo, entrevistas, preenchimento de questionários e anotações de comentários (<em>observação participativa</em>). As principais informações definidas para apresentação no relatório técnico de usabilidade foram: a facilidade do uso das tarefas, observadas através do tempo de execução destas tarefas, dados quantitativos e a satisfação do usuário que pode ser classificada em três níveis: satisfação, tensão ou insatisfação definidos através da Análise de Expressões Faciais, dados qualitativos.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="/wp-content/uploads/042410_1244_Infografiam5.png" alt="" /><span style="color: black; font-family: Times;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 6 &#8211; Tabela de Análise de Expressões Faciais<br />
</strong></p>
<p>Ressalta-se que expressões Faciais para Testes de Usabilidade podem ser consideradas vantajosas em relação a outras ferramentas de avaliação, em função de refletirem os estados emocionais a partir da observação do movimento dos músculos faciais em consonância com a tarefa realizada. Contudo estas avaliações resultam em um grande número de variáveis a serem apresentadas em relatórios, pois a estes dados qualitativos são acrescidos informações quantitativas como tempo por tarefa, sequencia de atividades, perfil do usuário e modelos de aparelhos testados.</p>
<h2>5. Metodologia</h2>
<p>Seguir uma metodologia definida torna o trabalho de Arquitetura de Informação mais organizado e produtivo, diminuindo as chances de falhas nos projetos.</p>
<p>De acordo com MORROGH, <em>apud</em> REIS (2006), &#8220;se o processo para gerenciar o design de ambientes de informação não for explicito, as chances de falhas aumentam, Portanto, o gerenciamento do design de ambientes de informação é mais efetivo quando segue um método&#8221;.</p>
<p>Segundo CHIOU, <em>apud</em> REIS (2006), processos de design são criativos e de grande esforço intelectual onde se faz um balanceamento entre forma e função para criar um objeto útil e agradável aos usuários. Estes processos normalmente possuem quatro fases, que precisam estar presentes nas metodologias de Arquitetura de Informação: análise, representação, implementação e avaliação.</p>
<p>Para o estudo de informações apresentadas em relatórios de testes de usabilidade foi definido uma sequencia de ações para estabelecer o modelo para integração e apresentação dos diferentes resultados obtidos. A seguir observa-se os pontos principais desta metodologia que serviu de parâmetro para o desenvolvimento de infográficos interativos e outros elementos para apresentação de resultados em testes de usabilidade.</p>
<p><strong>Classificação dos Resultados Coletados: </strong>Identificação e análise dos tipos de resultados obtidos no teste de usabilidade e o agrupamento de informações por semelhança;</p>
<p><strong>Fluxo de Exibição dos Resultados: </strong>Criação do fluxo de exibição dos resultados, definindo as possibilidades de sequência, de forma a dar o melhor significado ao processo;</p>
<p><strong>Definição de Ferramentas para Integração: </strong>Pesquisa de ferramentas e tecnologias a serem utilizadas para integrar os resultados e dar flexibilidade para que o usuário possa visualizar as informações com liberdade, permitindo retornar em pontos específicos, esclarecendo possíveis dúvidas.</p>
<p><strong>Elaboração de Gráficos e Elementos Visuais: </strong>Conversão dos dados das tabelas em gráficos possibilitando o acompanhamento dos resultados de forma visual, bem como a definição de elementos visuais de suporte.</p>
<p><strong>Consolidação dos Resultados: </strong>Combinação dos diferentes tipos de resultados na mesma área de tela possibilitando ao usuário a comparação de dados e/ou a melhor compreensão através de mídias complementares e sua posterior avaliação.</p>
<h3>5.1. Classificação dos Resultados Coletados</h3>
<p>O texto poderá ser escrito apenas em Português. Caso deseje o autor pode incluir um abstract em inglês para melhorar sua indexação, mas não é necessário.</p>
<p>Segundo PREECE, ROGERS &amp; SHARP (2005), os dados coletados podem ser classificados de três formas:</p>
<p><strong>Dados qualitativos</strong> que são <em>interpretados</em> e utilizados para &#8220;contra a história&#8221; que foi observada.</p>
<p><strong>Dados qualitativos</strong> que são <em>categorizados</em> utilizando-se técnicas como análise de conteúdo.</p>
<p><strong>Dados quantitativos</strong> que são <em>coletados</em> a partir dos logs da interação e de videos e apresentados como valores, tabelas, quadros e gráficos, recebendo um tratamento estatistico.</p>
<p>A maioria dos dados observados são qualitativos e sua análise envolve interpretar o que os usuários estavam fazendo ou dizendo observando-se os padrões dos dados. Em alguns casos, os qualitativos são categorizados de modo a poder ser quantificados, pois em se tratando de expressões faciais faz-se necessário relatar a quantidade em números da ocorrência de determinada expressão para determinada atividade solicitada ao usuário.<strong><br />
</strong></p>
<h4>5.1.1. Dados Quantitativos Processados</h4>
<h5>5.1.1.1. Tempo de Realização das Tarefas</h5>
<p>Em testes de usabilidade o tempo de realização das tarefas permite a comparação de desempenho entre os usuários e a média de tempo para cada fase. Para se obter uma média mais próxima do real, desconsiderou-se os menores e maiores tempos. <strong><br />
</strong></p>
<h5>5.1.1.2. Tabela de Ocorrências de Expressões Faciais</h5>
<p>Com base na análise técnica dos registros em vídeo, pode-se observar e quantificar quais expressões faciais ocorreram cada uma das fases da tarefa, o que foi possível definir uma tabela de registro para todas as expressões faciais observadas durante a realização das tarefas e quais dentre todas foram mais recorrentes. A ocorrência destas expressões contribuiu para uma análise comparativa das informações sobre o comportamento e satisfação do usuário e o tempo médio para realização das tarefas.</p>
<h4>5.1.2. Dados Qualitativos Processados</h4>
<h5>5.1.2.1. Trechos de Vídeo</h5>
<p>Para as expressões faciais mais representativas foram selecionados alguns trechos de vídeos para representar de forma real as situações de satisfação, tensão e insatisfação ocorridas nos testes.</p>
<h5>5.1.2.2. Verbalizações</h5>
<p>Foram selecionados trechos dos comentários dos usuários de teste contendo pontos positivos e negativos bem como observações sobre o produto, as dificuldades de utilização e pontos de melhorias de forma a consolidar e justificar as análise feitas.</p>
<h3>5.2. Fluxo de Exibição dos Resultados</h3>
<p>Levando em consideração a quantidade de informações e variáveis a serem apresentadas, os objetivos previstos e o referencial teórico estudado, verificou-se que uma apresentação com sequencia linear não seria suficiente para gerar a integração entre os dados coletados. Além das informações quantitativas e qualitativas, verificou-se a necessidade de inserção de outros elementos visuais, suportes necessários para o entendimento do resultado obtido.</p>
<p>A partir disto, propôs-se então a utilização de infografia multimídia, usada para informar de forma dinâmica diversos tipos de conteúdos combinando elementos gráficos como fotografias, desenhos e textos.</p>
<p>Aliado ao modelo de apresentação baseado na infografia multimídia propôs-se também a utilização de interatividade baseado na visão operacional apresentada por KIOUSIS (2002) que conclui que a mesma é estabelecida por três fatores: estrutura tecnológica do meio usado (velocidade, alcance, flexibilidade do sincronismo e complexidade sensorial); característica do ajuste da comunicação; e percepção dos indivíduos (proximidade, velocidade percebida, ativação sensorial e tele-presença). Desta forma será proporcionado ao usuário da apresentação o controle de ajustar o resultado da comunicação de acordo com sua necessidade e exibi-la na velocidade que desejar.</p>
<p>A seguir apresenta-se uma representação visual da sequência do fluxo de navegação proposto para a apresentação de resultados. Esta sequência para as informações expostas configuram-se como uma tentativa para obter o melhor entendimento para o usuário.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="/wp-content/uploads/042410_1244_Infografiam6.png" alt="" /><span style="color: black; font-family: Times;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 7 &#8211; Fluxograma de Exibição dos Resultados.<br />
</strong></p>
<h3>5.3. Definição de Ferramentas para Integração</h3>
<p>As ferramentas computacionais escolhidas para desenvolver os referidos modelos de apresentação pertencem ao pacote <em>Adobe Design Premium CS3</em>: <em>Illustrator</em> para vetorização das expressões faciais e construção das matrizes para os gráficos, <em>Photoshop</em> para tratamento das imagens dos aparelhos para opção de seleção e <em>Flash</em> para desenvolvimento dos recursos interativos e de animação, bem como para importação dos videos e publicação dos arquivos finais de visualização que deveriam ser executados em computadores com sistema operacional <em>Windows</em> e <em>MacOS</em>.</p>
<h3>5.4. Elaboração de Gráficos e Elementos Visuais</h3>
<p>Manter o foco é fundamental na hora de elaborar um infográfico, ou seja, as informações que não acrescentam ao tema devem ser excluídas, devendo permanecer somente o necessário para ajudar na compreensão do fato ou do processo explicado.</p>
<p>Neste sentido, segundo FERREIRA &amp; NUNES (2008), o uso da cor em sistemas computacionais torna a aplicação mais atraente, facilita a visualização e consequentemente a compreensão da informação. Enfim, as cores aumentam a eficiência do processo de comunicação</p>
<p>HALL, a<em>pud</em> FERREIRA &amp; NUNES (2008), diz que &#8220;a cor serve como guia visual, orientando o olho através de um labirinto de palavras e de imagens, detendo-o nas informações importantes. Cria uma facilmente o significado e a essência da mensagem, aumentando, por conseguinte, a compreensão do sistema&#8221;.</p>
<p>Para representação dos dados quantitativos relacionados ao tempo de execução das tarefas optou-se pela construção de gráficos de linha, onde foi observado com clareza as variações através das cores que representam cada uma um usuário diferente, o que tornou possível a análise de forma comparativa entre eles.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="/wp-content/uploads/042410_1244_Infografiam7.png" alt="" /><span style="color: black; font-family: Times;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 8 &#8211; Representação gráfica do tempo de execução das tarefas de cada usuário.<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p>O gráfico com de media de tempo seguiu o mesmo conceito, as linhas de todos os usuários ficam em tons de cinza, segundo plano, para dar destaque a informação visual requerida.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="/wp-content/uploads/042410_1244_Infografiam8.png" alt="" /><span style="color: black; font-family: Times;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 9 &#8211; Representação gráfica do tempo médio de execução das tarefas.<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p>Para apresentar as expressões faciais mais frequentes, foi utilizado no gráfico uma linha de uma forma mais simples, esferas de cores diferentes foram aplicadas para demonstrar o níveis de satisfação: satisfeitos (verde), tensos (amarelo) ou insatisfeitos (vermelho). A relação das cores com o nível de satisfação foi escolhida de acordo com os aspectos simbólicos da cor, pois de acordo com Farina o vermelho pode ser associado com uma situação extrema, o amarelo com desconforto e o verde com uma situação de permissão e satisfação.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="/wp-content/uploads/042410_1244_Infografiam9.png" alt="" /><span style="color: black; font-family: Times;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 10 &#8211; Tela 1. Representação visual das expressões faciais mais frequentes.<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: black; font-family: Times;"><br />
<img src="/wp-content/uploads/042410_1244_Infografiam10.png" alt="" /><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 11 &#8211; Tela 2. Representação visual das expressões faciais mais frequentes em destaque.<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img src="/wp-content/uploads/042410_1244_Infografiam11.png" alt="" /><span style="color: black; font-family: Times;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 12 &#8211; Tela 3. Representação visual das expressões faciais que ocorrem em cada uma das fases.<span style="color: black;"><br />
</span></strong></p>
<p>Os dados procedentes das verbalizações foram inseridos dentro de um caixa de texto &#8220;box&#8221;, associados com a expressão facial e atividade em execução no momento da pronúncia. Desta forma observa-se o que foi comentado em relação a expressão facial gerada pelo usuário.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="/wp-content/uploads/042410_1244_Infografiam12.png" alt="" /><span style="color: black; font-family: Times;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 13 &#8211; Exemplos de verbalização associada com a expressão facial que ocorre em um momento específico.<span style="color: black;"><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p>Os demais elementos gráficos complementares seguiram o padrão gráfico adotado, respeitando o conceito de forma e padrão cromático.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="/wp-content/uploads/042410_1244_Infografiam13.png" alt="" /><span style="color: black; font-family: Times;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 14 &#8211; Exemplos de inserção de videos com botão de ação.<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<h3>5.5. Consolidação dos Resultados</h3>
<p>A busca da facilidade de uso não é simples, principalmente em se tratando da apresentação de resultados de testes de usabilidade, que proporcionam tantas informações quantas são possíveis coletar: escalas de tempo, dados quantitativos, verbalizações, análise de expressões faciais e trechos de áudio e vídeo.</p>
<p>Essas informações se tornam mais compreensíveis quando apresentadas de forma comparativa e/ou complementar, preferencialmente na mesma tela e não separadamente em planilhas, formulários, gráficos e outros trechos de arquivos de mídia. O uso da multimídia interativa neste caso ajuda não só no entendimento das informações apresentadas como torna sua apresentação mais sistemática, organizada e eficiente.</p>
<p>SALAVERRIA, apud RIBAS (2004), afirma que &#8220;a mensagem multimídia deve ser um produto polifônico no qual se conjuguem conteúdos expressados em diversos códigos. E mais que isso, deve ser unitário. A mensagem multimídia não se alcança mediante mera justaposição de códigos textuais e audiovisuais, mas através de uma integração harmonica desses códigos em uma mensagem unitária. Um produto informativo que só permita acessar um texto, um video e uma gravação sonora, separadamente, não pode ser considerado propriamente uma mensagem multimídia; trata-se simplesmente de um conglomerado desintegrado de mensagens informativas independentes&#8221;.</p>
<p>Usando como base o fluxo de exibição dos resultados, os elementos visuais foram inseridos no Adobe Flash onde definiu-se a velocidade de transição e as ações interativas necesssárias para executar a navegação necessária para que o conteúdo pudesse ser visualizado sempre que necessário.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="/wp-content/uploads/042410_1244_Infografiam14.png" alt="" /><span style="color: black; font-family: Times;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 15 &#8211; Tela 1. Tela Principal de Seleção dos Aparelhos.<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img src="/wp-content/uploads/042410_1244_Infografiam15.png" alt="" /><span style="color: black; font-family: Times;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 16 &#8211; Tela 2. Reforço para Identificação através da Imagem do Aparelho / Título<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img src="/wp-content/uploads/042410_1244_Infografiam16.png" alt="" /><span style="color: black; font-family: Times;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 17 &#8211; Tela 3. Tela Menu que dá acesso ao principais pontos da apresentação<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img src="/wp-content/uploads/042410_1244_Infografiam17.png" alt="" /><span style="color: black; font-family: Times;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fig. 18 &#8211; Tela 4. Sistema de Navegação sem ter que voltar para a página principal.<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p>A partir do próprio software a publicação foi possível gerar arquivos executáveis e/ou veicular o pacote multimídia à exibição em navegadores de Internet (fig. 18).</p>
<p>6. Considerações<br />
No decorrer das análises dos testes percebeu-se por exemplo como seria importante mostrar de forma visual e integrada o momento de ocorrência para cada expressão facial, pois na maioria dos casos, em momentos que o usuário demorava maior tempo para realizar uma tarefa, as expressões faciais mais recorrentes eram de insatisfação.</p>
<p>Assim, esta forma de apresentação contribui para reforçar a pesquisa sobre avaliações qualitativas e quantitativas e seu uso em testes de usabilidade, pois torna a apresentação de resultados mais fácil de ser compreendida e consequentemente o cliente mais satisfeito com o investimento feito na pesquisa que posteriormente deverá ser aplicada em produtos.</p>
<p>Pensar em usabilidade é visualizar os benefícios que os resultados destas pesquisas poderão proporcionar em prol da melhor qualidade de vida de milhares de pessoas. Contudo deve-se refletir como os profissionais envolvidos neste processo podem de fato tornar este futuro uma realidade no dia-dia da usabilidade, apresentando os resultados e justificando de forma mais eficaz.</p>
<p>Neste sentido o conhecimento de Design de Interação e Arquitetura da Informação podem contribuir com o desenvolvimento de ferramentas mais simples e eficazes, auxiliando a comunicação e compreensão das informações contidas nestes resultados.</p>
<p>Pretende-se através deste estudo de caso incentivar futuras pesquisas e desenvolvimento de outras ferramentas que facilitem a demonstração de resultados de testes de usabilidade. Para tanto conhecer o conteúdo do trabalho, modelos mentais e atores são essenciais para estruturação e desenvolvimento de sistemas e seus processos pois pontuam diretamente para a boa apresentação da informação em sistemas comunicacionais e auxiliares do comportamento do usuário.</p>
<h2>7. Referências</h2>
<p>FERREIRA, S.B.L.; NUNES, R.R. e-Usabilidade. Rio de Janeiro: LTC, 2008.</p>
<p>KIOUSIS, S. <em>Interactivity: a concept explication.</em> New Media &amp; Society. vol. 4. SAGE Publications, 2002. Disponível em: <span style="text-decoration: underline;">http://nms.sagepub.com/cgi/content/abstract/4/3/355</span>. Acesso em: 03 jul. 2009</p>
<p>MÓDOLO, C. M.; JUNIOR, A. G. Estudo quantitativo dos infográficos publicados na revista Superinteressante nos anos de 1987 a 2005. In: XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2007, Santos. Disponível em: http://intercom.org.br/papers/nacionais/2007/resumos/R1102-2.pdf. Acesso em: 06 jul. 2009.</p>
<p>MORAES, A. Avisos, Advertências e Projeto de Sinalização: Ergodesign informacional. Rio de Janeiro: iUser, 2002.</p>
<p>PREECE, J.; ROGERS, Y.; SHARP, H. Design de Interação: além da interação home-computador. Porto Alegre: Bookman, 2005.</p>
<p>REIS. G. O que é Arquitetura de Informação de Websites. Webinsider, Internet, 15 abr. 2006. Disponível em: <span style="text-decoration: underline;">http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/04/15/o-que-e-arquitetura-de-informacao-em-websites/</span>. Acesso em: 09 jul. 2009.</p>
<p>REIS. G. Por uma Metodologia de Arquitetura de Informação. Webinsider, Internet, 16 jun. 2006. Disponível em: <span style="text-decoration: underline;">http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/06/16/por-uma-metodologia-de-arquitetura-de-informacao/</span>. Acesso em: 09 jul. 2009.</p>
<p>REIS. G. Arquitetura da Informação para os que chegam agora. Webinsider, Internet, 13 jul. 2006. Disponível em: <span style="text-decoration: underline;">http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/07/13/arquitetura-da-informacao-para-quem-esta-chegando-agora/</span>. Acesso em: 09 jul. 2009.</p>
<p>RIBAS, B. Infografia Multimidia: um modelo narrativo para o webjornalismo<strong>. </strong>In:<strong><br />
</strong>V Congreso Iberoamericano de Periodismo en Internet, Salvador, 2004. Disponível em: <span style="text-decoration: underline;">http://www.facom.ufba.br/jol/pdf/2004_ribas_infografia_multimidia.pdf</span>. Acesso em: 06 jul. 2009.</p>
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